quarta-feira, 25 de julho de 2012

Segredos

Abri aquela caixinha depois de muitos anos que eu a mantive fechada.
Cartas, bilhetes, desenhos, fotografias...
e algumas lágrimas que foram colocadas em um papel de seda.
Encontrei aquele nosso mundo, tão antigo, tão distante.
Não há nada que eu mudaria daquelas risadas
nos corredores, naquele terraço secreto, naquela pracinha
no quintal de casa: a gente só sabia rir
do mundo dos outros.
Um dia eu cresci demais para aquelas amigas que éramos.
Eu e elas, ficamos naquela caixinha azul.


Beijos com sabor de saudade das velhas amigas.

Sem comentários:

Enviar um comentário